GGT

Gama-glutamil transferase

Função hepática

Última revisão: 7 de abril de 2026. Abordagem de fontes: contexto padrão de interpretação laboratorial, material médico de referência e orientações clínicas ou de saúde pública quando relevantes.

O que é Gama-glutamil transferase?

A gama-glutamil transferase, conhecida pela sigla GGT, é uma enzima presente na superfície das células de vários órgãos, com concentrações especialmente altas no fígado, nas vias biliares e nos rins. Ela participa do metabolismo da glutationa, um dos principais sistemas de defesa antioxidante do organismo. No contexto do fígado, a GGT fica principalmente nos hepatócitos e nas células que revestem os ductos biliares, por isso costuma se elevar quando há inflamação hepática, colestase, indução enzimática por álcool ou certos medicamentos.

Na prática clínica, a GGT é muito útil por dois motivos. Primeiro, ajuda a descobrir se uma fosfatase alcalina aumentada vem do fígado ou dos ossos. Segundo, é bastante sensível ao consumo de álcool, inclusive em pessoas sem sintomas. Ao mesmo tempo, é um exame pouco específico: também pode subir em esteatose hepática, hepatites, doença pancreática, síndrome metabólica, insuficiência cardíaca e obesidade. Por isso, o resultado precisa sempre ser interpretado junto com ALT, AST, fosfatase alcalina, bilirrubina, histórico de álcool, medicamentos e sintomas.

Por que isso importa

A GGT é um dos marcadores mais sensíveis de doença hepatobiliar e pode se alterar antes de outras enzimas hepáticas em vários cenários. Ela é especialmente valiosa quando a fosfatase alcalina está alta, porque ajuda a diferenciar origem hepática de origem óssea. Também é um exame prático para acompanhar impacto do álcool no fígado: costuma subir após consumo importante e tende a cair em algumas semanas de abstinência. Além disso, GGT persistentemente elevada pode acompanhar risco cardiometabólico maior, sobretudo quando vem junto de obesidade, diabetes e gordura no fígado.

Faixas de referência normais

GrupoFaixaUnidade
Homens adultos8–61U/L
Mulheres adultas5–36U/L

As faixas de referência podem variar entre laboratórios. Sempre compare seus resultados com as faixas fornecidas pelo seu local de exame.

O que significam níveis altos de GGT

Causas comuns

  • Consumo de álcool, mesmo em quantidade moderada e frequente
  • Doença hepática gordurosa não alcoólica
  • Obstrução das vias biliares
  • Hepatite
  • Medicamentos como fenitoína, barbitúricos e carbamazepina
  • Doença pancreática
  • Diabetes e síndrome metabólica
  • Insuficiência cardíaca
  • Obesidade

Possíveis sintomas

  • Muitas vezes não causa sintomas
  • Icterícia, quando há problema biliar
  • Dor abdominal
  • Cansaço
  • Náusea
  • Urina escura

O que fazer: GGT alta deve ser interpretada no contexto do restante do painel hepático. Se a fosfatase alcalina também estiver elevada, vale priorizar investigação de colestase e vias biliares, com exames como ultrassom ou, em alguns casos, colangiorressonância. Se a GGT vier isoladamente aumentada, faz sentido revisar álcool, medicamentos, peso corporal e fatores de risco metabólicos. Em suspeita de esteatose hepática, geralmente se avaliam ALT, glicose, triglicerídeos e imagem do fígado. O tratamento não é para a GGT em si, e sim para a causa de base, como abstinência alcoólica, perda de peso, ajuste de remédios ou desobstrução biliar.

O que significam níveis baixos de GGT

Causas comuns

  • GGT baixa não tem relevância clínica
  • Variação normal do organismo

Possíveis sintomas

  • Não há sintomas ligados a GGT baixa

O que fazer: GGT baixa é considerada normal e não exige investigação nem tratamento.

Quando o exame de GGT é recomendado?

  • Quando a fosfatase alcalina está alta para definir a origem da alteração
  • No acompanhamento de consumo excessivo de álcool
  • Como parte da avaliação de doença hepática
  • Quando há elevação inexplicada de enzimas do fígado
  • Na investigação de risco metabólico e gordura no fígado

Perguntas frequentes

A GGT está presente no fígado e nas vias biliares, mas não costuma subir por doenças ósseas. Então, quando a fosfatase alcalina e a GGT estão altas ao mesmo tempo, a origem da alteração tende a ser hepática ou biliar. Se a fosfatase alcalina estiver aumentada e a GGT permanecer normal, a hipótese de causa óssea fica mais forte.
Sim. A GGT costuma aumentar em quem bebe com frequência ou em grande quantidade, por isso é usada como marcador indireto de agressão hepática relacionada ao álcool. Ela pode começar a subir em poucos dias de consumo importante e geralmente leva de duas a seis semanas para normalizar após parar de beber. Como não é específica, o resultado sempre deve ser avaliado junto do histórico clínico e de outros exames.
As faixas de referência diferem entre homens e mulheres por uma combinação de fatores, como diferenças hormonais, massa hepática, padrão de consumo de álcool e perfil metabólico. Por isso, o valor do exame sempre deve ser comparado com o intervalo de referência informado pelo laboratório para seu sexo e faixa etária.

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Aviso: O SymptomGPT não é uma ferramenta de diagnóstico médico e não oferece aconselhamento médico. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado. Se você estiver enfrentando uma emergência médica, ligue para o número de emergência da sua região imediatamente.