DHEA
HormôniosÚltima revisão: 7 de abril de 2026. Abordagem de fontes: contexto padrão de interpretação laboratorial, material médico de referência e orientações clínicas ou de saúde pública quando relevantes.
O que é DHEA?
O DHEA, ou deidroepiandrosterona, é um hormônio esteroide produzido principalmente pelas adrenais. Ele funciona como precursor de outros hormônios sexuais, podendo ser convertido em andrógenos e estrogênios nos tecidos periféricos. Embora exista no sangue em sua forma livre, grande parte da circulação hormonal relacionada a ele acontece como DHEA-S, que é a forma sulfatada e mais estável.
Na prática, o DHEA livre varia ao longo do dia e por isso costuma ser menos útil do que o DHEA-S para avaliação clínica. Ainda assim, quando dosado, pode ajudar a compor a investigação de excesso de andrógenos, suspeita de tumor adrenal, hiperplasia adrenal congênita ou insuficiência adrenal. A interpretação deve sempre levar em conta idade, sexo, sintomas e exames relacionados, como testosterona, DHEA-S, cortisol e 17-hidroxiprogesterona.
Por que isso importa
O DHEA importa porque ajuda a entender se há produção anormal de andrógenos pelas adrenais, mas raramente deve ser avaliado isoladamente. Como seus níveis oscilam mais do que os do DHEA-S, ele costuma ter papel complementar. Em mulheres com acne, aumento de pelos ou queda de cabelo, por exemplo, um DHEA elevado pode reforçar a hipótese de origem adrenal do hiperandrogenismo. Já níveis baixos em pessoas mais jovens podem levantar suspeita de insuficiência adrenal ou supressão hormonal por medicações.
Faixas de referência normais
| Grupo | Faixa | Unidade |
|---|---|---|
| Adultos (19–30 anos) | <13 | ng/mL |
| Adultos (31–40 anos) | <10 | ng/mL |
| Adultos (41–50 anos) | <8,0 | ng/mL |
| Adultos (51–60 anos) | <6,0 | ng/mL |
| Adultos (≥61 anos) | <5,0 | ng/mL |
As faixas de referência podem variar entre laboratórios. Sempre compare seus resultados com as faixas fornecidas pelo seu local de exame.
O que significam níveis altos de DHEA
Causas comuns
- Hiperplasia adrenal congênita, especialmente por deficiência de 21-hidroxilase
- Tumores adrenais
- Síndrome dos ovários policísticos
- Doença de Cushing dependente de ACTH
- Uso de suplemento de DHEA
- Adrenarca precoce em crianças
Possíveis sintomas
- Acne e pele oleosa
- Hirsutismo
- Queda de cabelo em padrão androgenético nas mulheres
- Irregularidade menstrual
- Engrossamento da voz em casos mais intensos
- Aumento de massa muscular
- Irritabilidade e mudanças de humor
O que fazer: Quando o DHEA está elevado, geralmente vale confirmar a avaliação com DHEA-S, que é um marcador mais estável da produção adrenal. Dependendo do caso, a investigação pode incluir testosterona, androstenediona, 17-hidroxiprogesterona, cortisol e ACTH. Elevações muito expressivas, especialmente acompanhadas de virilização rápida, aumentam a suspeita de tumor adrenal e podem justificar exame de imagem.
O que significam níveis baixos de DHEA
Causas comuns
- Envelhecimento, com queda fisiológica dos níveis
- Insuficiência adrenal primária
- Uso crônico de corticoide
- Hipopituitarismo
- Doença crônica ou estresse intenso prolongado
- Anorexia nervosa
Possíveis sintomas
- Cansaço e baixa energia
- Redução da libido
- Perda de massa muscular
- Pele e cabelos mais secos
- Humor deprimido
- Sensação reduzida de bem-estar
- Queda progressiva da densidade óssea
O que fazer: DHEA baixo por si só não costuma indicar tratamento, especialmente em pessoas mais velhas. Já em indivíduos mais jovens, principalmente se houver fadiga, perda de peso ou suspeita de insuficiência adrenal, é importante correlacionar com cortisol, ACTH e DHEA-S. O foco deve ser identificar e tratar a causa de base. Suplementação de DHEA não deve ser iniciada sem orientação médica.
Quando o exame de DHEA é recomendado?
- Na investigação de sinais de excesso de andrógenos em mulheres, como hirsutismo, acne e queda de cabelo
- Quando existe suspeita de insuficiência adrenal ou tumor adrenal
- Na investigação de adrenarca precoce em crianças
- Como exame complementar na avaliação de fadiga com possível componente adrenal
Perguntas frequentes
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Referências e abordagem de revisão
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