Magnésio
Painel metabólicoÚltima revisão: 7 de abril de 2026. Abordagem de fontes: contexto padrão de interpretação laboratorial, material médico de referência e orientações clínicas ou de saúde pública quando relevantes.
O que é Magnésio?
O magnésio é o quarto cátion mais abundante do corpo e o segundo mais abundante dentro das células, atrás apenas do potássio. Ele atua como cofator em mais de 300 reações enzimáticas, incluindo produção de energia, síntese de proteínas, estabilidade de DNA e RNA, transmissão nervosa, contração muscular e regulação da glicose. Cerca de 60% do magnésio corporal fica armazenado nos ossos, 39% no espaço intracelular e apenas cerca de 1% circula no sangue. Por isso, o magnésio sérico nem sempre reflete perfeitamente as reservas totais do organismo.
A dosagem de magnésio é útil na avaliação de arritmias, sintomas neuromusculares, hipocalemia ou hipocalcemia de difícil correção e pacientes gravemente enfermos. Os rins são os principais reguladores da homeostase do magnésio, podendo aumentar ou reduzir bastante sua reabsorção conforme a necessidade. O intestino absorve aproximadamente 30% a 50% do magnésio da dieta, e essa absorção tende a aumentar quando a ingestão está baixa.
Por que isso importa
A deficiência de magnésio é comum e muitas vezes passa despercebida. O magnésio baixo pode se associar a arritmias, cãibras, tremores, convulsões e hipocalemia ou hipocalcemia que não melhoram adequadamente até o magnésio ser reposto. Em longo prazo, níveis inadequados também se relacionam a hipertensão, diabetes tipo 2, osteoporose e enxaqueca. Já o magnésio alto pode causar sonolência, fraqueza, queda da pressão, lentificação respiratória e distúrbios de condução cardíaca, sobretudo em quem tem insuficiência renal.
Faixas de referência normais
| Grupo | Faixa | Unidade |
|---|---|---|
| Adultos | 1.7–2.2 | mg/dL |
| Crianças | 1.7–2.1 | mg/dL |
| Recém-nascidos | 1.5–2.2 | mg/dL |
As faixas de referência podem variar entre laboratórios. Sempre compare seus resultados com as faixas fornecidas pelo seu local de exame.
O que significam níveis altos de Mg
Causas comuns
- Insuficiência renal, com menor eliminação de magnésio
- Uso excessivo de suplementos, antiácidos ou laxantes com magnésio
- Insuficiência adrenal
- Uso de lítio
- Hipotireoidismo
- Abuso de laxantes contendo magnésio
Possíveis sintomas
- Náusea e vômitos
- Rubor e sensação de calor no rosto
- Pressão baixa
- Fraqueza muscular e reflexos diminuídos
- Sonolência e lentidão
- Respiração mais lenta
- Parada cardíaca nos casos extremos
O que fazer: Hipermagnesemia leve em pessoas com função renal preservada costuma melhorar após suspender a fonte do excesso. Em quadros mais importantes, pode ser necessário tratamento hospitalar. O cálcio intravenoso pode funcionar como antídoto imediato para os efeitos cardíacos e neuromusculares do magnésio alto. Quando há insuficiência renal, diálise pode ser necessária para remover o excesso. Também é importante monitorar ECG, hidratação e diurese.
O que significam níveis baixos de Mg
Causas comuns
- Alcoolismo crônico
- Uso prolongado de inibidores da bomba de prótons, como omeprazol
- Diuréticos de alça e tiazídicos
- Diabetes mal controlado com diurese osmótica
- Diarreia crônica ou má absorção
- Baixa ingestão alimentar
- Síndrome de Gitelman ou de Bartter
- Medicamentos como cisplatina, anfotericina B e inibidores de calcineurina
Possíveis sintomas
- Cãibras, tremores e fasciculações musculares
- Dormência e formigamento
- Arritmias cardíacas, incluindo torsades de pointes
- Convulsões
- Cansaço e fraqueza
- Irritabilidade e mudanças de humor
- Hipocalemia ou hipocalcemia resistentes à correção
O que fazer: Hipomagnesemia leve pode ser tratada com reposição oral, desde que a causa seja revista. Casos graves ou sintomáticos podem exigir sulfato de magnésio intravenoso, especialmente quando há arritmia ou convulsão. É importante lembrar que potássio e cálcio baixos podem não responder bem até o magnésio ser corrigido primeiro. Também vale revisar remédios que favorecem perda de magnésio e orientar fontes alimentares como castanhas, sementes, verduras verde-escuras, leguminosas e grãos integrais.
Quando o exame de Mg é recomendado?
- Na investigação de arritmias ou alterações no eletrocardiograma
- Quando potássio ou cálcio baixos não melhoram como esperado
- Em pessoas com alcoolismo crônico ou desnutrição
- Ao usar medicamentos que podem reduzir magnésio, como diuréticos e IBP
- Na presença de diarreia crônica ou síndromes de má absorção
- Em pacientes graves ou internados em UTI
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Aviso médico: Estas informações são apenas educativas e não substituem orientação, diagnóstico ou tratamento médico profissional. As faixas de referência podem variar entre laboratórios. Sempre converse com seu profissional de saúde sobre a interpretação dos seus resultados específicos.