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Ácido úrico

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Última revisão: 7 de abril de 2026. Abordagem de fontes: contexto padrão de interpretação laboratorial, material médico de referência e orientações clínicas ou de saúde pública quando relevantes.

O que é Ácido úrico?

O ácido úrico é o produto final da quebra das purinas no organismo. As purinas fazem parte do material genético das células e também vêm da alimentação, especialmente de vísceras, carnes vermelhas, frutos do mar, cerveja e bebidas adoçadas com frutose. Depois de formado, o ácido úrico circula no sangue, é filtrado pelos rins e eliminado principalmente pela urina.

Os seres humanos têm níveis mais altos de ácido úrico do que muitos outros mamíferos porque não produzem uricase, enzima que o transformaria em uma substância mais solúvel. Quando a concentração sobe acima do ponto de saturação, podem se formar cristais de urato monossódico nas articulações, nos tecidos moles e nos rins. Esse é o mecanismo central da gota. Além disso, hiperuricemia também aparece com frequência em síndrome metabólica, doença renal crônica, hipertensão e maior risco cardiovascular.

Por que isso importa

O ácido úrico é importante porque ajuda a avaliar risco de gota, cálculo renal por ácido úrico e distúrbios metabólicos associados. Valores altos podem favorecer crises articulares muito dolorosas e também acompanhar doença renal, obesidade, resistência à insulina e uso de certos medicamentos. Valores baixos costumam ter menos relevância clínica, mas em alguns contextos podem apontar perda renal excessiva ou efeito de tratamento.

Faixas de referência normais

GrupoFaixaUnidade
Homens adultos3,5–7,2mg/dL
Mulheres adultas (pré-menopausa)2,5–6,0mg/dL
Mulheres adultas (pós-menopausa)3,5–7,0mg/dL
Meta no tratamento da gota<6,0mg/dL
Crianças2,0–5,5mg/dL

As faixas de referência podem variar entre laboratórios. Sempre compare seus resultados com as faixas fornecidas pelo seu local de exame.

O que significam níveis altos de UA

Causas comuns

  • Gota
  • Dieta rica em purinas, como vísceras, carnes vermelhas e frutos do mar
  • Consumo excessivo de álcool, especialmente cerveja
  • Excesso de frutose e bebidas açucaradas
  • Obesidade e síndrome metabólica
  • Doença renal crônica com redução da excreção
  • Medicamentos como diuréticos tiazídicos, aspirina em baixa dose e ciclosporina
  • Síndrome de lise tumoral após destruição rápida de células
  • Doenças mieloproliferativas e linfoproliferativas
  • Psoríase com aumento do turnover celular
  • Intoxicação por chumbo

Possíveis sintomas

  • Crise de gota com dor articular súbita e intensa, vermelhidão, inchaço e calor, muitas vezes no dedão do pé
  • Tofos, que são depósitos visíveis de cristais sob a pele em casos crônicos
  • Cálculo renal com dor lombar, sangue na urina ou náusea
  • Hiperuricemia assintomática, que é a forma mais comum

O que fazer: Quando o ácido úrico está alto, a interpretação depende de sintomas e contexto. Em quem tem gota, o objetivo costuma ser manter o nível abaixo de 6,0 mg/dL com medidas de estilo de vida e, quando indicado, medicamentos como alopurinol ou febuxostate. Também vale revisar álcool, alimentação, hidratação, função renal e uso de diuréticos. Se houver crise de gota, o tratamento é diferente do tratamento de manutenção e deve ser orientado pelo médico.

O que significam níveis baixos de UA

Causas comuns

  • Dieta pobre em purinas
  • Uso de alopurinol ou febuxostate, como efeito esperado do tratamento
  • Síndrome de Fanconi
  • Doença de Wilson
  • SIADH, síndrome da secreção inapropriada de ADH
  • Doença hepática grave
  • Deficiência de xantina oxidase, rara
  • Aspirina em altas doses

Possíveis sintomas

  • Ácido úrico baixo geralmente não causa sintomas
  • Em níveis muito baixos, pode haver associação com maior estresse oxidativo
  • Na prática, os sintomas costumam vir da doença de base e não do valor em si

O que fazer: Ácido úrico baixo isolado quase sempre exige apenas contextualização clínica. Se o valor estiver muito reduzido sem explicação óbvia, o médico pode investigar perdas renais, doenças hepáticas, SIADH ou uso de medicamentos. Quando o resultado está baixo porque a pessoa trata gota com remédio, ele costuma ser apenas um efeito terapêutico esperado.

Quando o exame de UA é recomendado?

  • Quando há suspeita de gota por dor e inflamação articular súbitas
  • Para acompanhar tratamento redutor de ácido úrico em quem já tem gota
  • Na avaliação de cálculo renal recorrente
  • Antes de quimioterapia em cenários com risco de lise tumoral
  • Como parte da avaliação metabólica e cardiovascular em alguns contextos
  • Ao iniciar ou monitorar uso de diuréticos
  • Quando há dor articular ou inchaço sem causa definida

Perguntas frequentes

Carnes vermelhas, vísceras e frutos do mar podem elevar o ácido úrico e precipitar crises em pessoas predispostas, mas a dieta sozinha raramente explica todo o problema. Na maioria dos casos, a hiperuricemia está mais ligada à dificuldade do rim em eliminar o ácido úrico do que ao excesso de produção. Ainda assim, reduzir alimentos ricos em purina, álcool e bebidas açucaradas ajuda bastante no controle.
Nem sempre significa que a pessoa precise tratar imediatamente com remédio. Muitas pessoas têm hiperuricemia assintomática e nunca desenvolvem gota. Mesmo assim, o valor alto costuma andar junto com obesidade, hipertensão, doença renal e síndrome metabólica, então ele merece ser interpretado dentro do risco global. Em geral, o foco inicial é corrigir fatores metabólicos, hidratação e estilo de vida, reservando medicação para situações selecionadas.
Boa hidratação ajuda os rins a eliminar ácido úrico e reduz o risco de formação de cristais e cálculos. Sozinha, a água não substitui tratamento quando a pessoa tem gota recorrente ou níveis persistentemente altos, mas é uma medida importante do dia a dia. Em quem forma pedra no rim por ácido úrico, hidratação adequada costuma ser parte essencial da prevenção.
Antes da menopausa, o estrogênio favorece a eliminação renal de ácido úrico, o que ajuda a manter níveis mais baixos do que nos homens. Depois da menopausa, essa proteção hormonal diminui e o risco de hiperuricemia e gota aumenta. Isso explica por que a gota costuma aparecer mais tarde nas mulheres.

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Referências e abordagem de revisão

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